Homem que se apresentava como pai de santo é preso suspeito de estuprar mulheres dentro de templo em Aparecida de Goiânia

Delegada explicou que uma das vítimas teve o intestino obstruído por causa do estupro, tendo que se submeter a cirurgia. Entre as vítimas, duas são adolescentes.

Por Rafael Oliveira, g1 Goiás
Polícia Civil prende homem suspeito de estuprar mulheres e que se apresentava como pai de santo em Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Um homem que se apresentava como pai de santo foi preso suspeito de estuprar ao menos seis mulheres dentro de um templo em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Entre as vítimas, duas são adolescentes. Os policiais apreenderam com ele, nesta sexta-feira (26), nove facas e duas munições de revólver. 

A polícia o identificou como Cleidemar Souza, de 46 anos. A defesa dele disse que não irá se manifestar neste momento da investigação. 

O presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Goiás (Fuceg), Salmo Vieira, explicou que o suspeito não tem cadastro na entidade como pai de santo, mas que está apurando com outras federações se ele se formou em outro estado. Salmo explica que sem a formação completa, ele não pode dirigir templos e realizar cultos (veja a íntegra ao final).

A delegada Cybelle Tristão explicou que o investigado abusou sexualmente de mulheres que procuraram ajuda espiritual na casa de umbanda supostamente dirigida por ele.

Várias mulheres foram ouvidas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e relataram que o homem se utilizava da religião e aproveitava da sensibilidade das pessoas para praticar os crimes. 

"Uma das vítimas estuprada pelo investigado teve o intestino obstruído em razão do estupro, tendo que se submeter a cirurgia", ressaltou a delegada. 

Conforme os relatos das vítimas, na casa de umbanda havia munições de arma de fogo, drogas e armas brancas utilizadas para intimidar as mulheres quando elas falavam que iriam parar de frequentar o local.

"Quando elas deixavam de frequentar a casa, ele as ameaçava dizendo que ia destruir a vida das pessoas usando o nome da religião e das entidades", destacou Tristão. 

Segundo a delegada, as mulheres eram abusadas sexualmente quando o homem invocava as entidades que ele dizia trabalhar. 

Casos

A delegada Cybelle Tristão contou que alguns casos aconteceram no ano passado e outros neste ano. As vítimas que teriam sido abusadas não se sentiram confortáveis para fazer a denúncia na época do crime.

"Uma vítima falou com outra e os casos ganharam força. Elas então decidiram se juntar e fazer as denúncias na Deam. A federação da umbanda as orientou também e as trouxe na delegacia para prestarem depoimento", comentou Tristão.

De acordo com a polícia, o suspeito pode responder estupro e ameaça ao final da investigação, mas a apuração ainda pode identificar outros crimes. 


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